Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Visto da Janela

Um olhar sobre o mundo - o mais próximo e aquele mais distante. De quando em vez, ou sempre que haja um minuto para uma nota, breve, ou mais prolongada. Para aqueles que estejam dispostos a ler-me...

Cinco notas breves sobre o dia 30 de janeiro pp

por vistodajanela, em 03.02.22

Eleições jan 2022.jpg

Após um ato eleitoral é normal que cada um faça a sua leitura dos resultados. Nestas, ao que parece, já nem todos viraram os números de tal maneira que todos os partidos encontravam motivos para considerar uma vitória. Estamos a evoluir, nesse aspeto. Só nesse! Daqui, deste meu Marão – Miguel Torga dixit – 5 notas, o meu Visto:

1 – O eleitorado foi muito claro. Resolveu reafirmar a confiança em António Costa. Notem que ele esteve sempre à frente, destacado, mesmo quando as sondagens davam o PS e o PSD próximos.

2 – A sua mensagem em que valorizava a estabilidade foi claramente entendida pelos portugueses. Fator fundamental para que as políticas iniciadas em 2015 possam avançar. Os observadores, aqueles que, mais desinibidos, libertos de amarras que espíritos mesquinhos obnubilam, são capazes de objetividade constatam-no e atribuem-lhe significado decisivo.

3 – António Costa e o PS fizeram uma campanha de conteúdos e, pelos vistos, com um excelente trabalho de casa, como afirmou Luís Paixão Martins na CNN Portugal. Aquele trabalho com independentes de vários setores de atividade também o mostram. Nem os ataques de alguns setores da saúde evitaram que Coimbra (Marta Temido) e Leiria (Lacerda Sales) seguissem a tendência nacional.

4 – Pelo distrito de Vila Real e, de um modo geral, pela generalidade dos municípios que podemos designar como constitutivos da Região de Trás-os-Montes e Alto Douro, normalmente, mais conservadores, também se espalhou a onda rosa. Não escondo, todavia, que os votos da direita mais radical e da extrema-direita me preocupam. Quem não se preocupará?

5 – Desejo, e tenho esperança que assim sucederá, que António Costa continue a Avançar, prosseguindo uma política com preocupações e intervenções de natureza social, com um estado a desempenhar um importante e decisivo papel, para que ninguém fique para trás, mas em que as contas certas e uma boa gestão dos recursos continuem a dar a Portugal a boa imagem e a credibilidade internacional que granjeou neste 6 anos.